Michell Agues, um bartender carioca, impressionou ao preparar cinco coquetéis em apenas 4 minutos e 2 segundos. Com esse desempenho excepcional, ele garantiu sua vaga na final global do World Class 2026, uma das competições de coquetelaria mais prestigiadas do planeta.
O evento, promovido pela Diageo, ocorreu na terça-feira (12.05) no rooftop do hotel Fasano Itaim, reunindo profissionais da área, jornalistas e convidados para as duas últimas etapas do concurso.
A competição teve início em fevereiro com a abertura das inscrições no Brasil. Após uma seleção inicial em que os participantes enviaram receitas de drinks inspirados na Copa do Mundo, 50 competidores foram escolhidos. Na fase seguinte, os finalistas criaram coquetéis destacando um ingrediente específico e enviaram vídeos apresentando suas criações.
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Os dez semifinalistas enfrentaram a etapa decisiva no Fasano, avaliados por quatro jurados renomados: Stephanie Marinkovic do Fifty Fifty SP; Ricardo Miyazaki do The Punch Bar e O Provador; Inés de los Santos do Conchinchina Buenos Aires; e Michael John, campeão sueco e Top 10 na final global do World Class de Toronto em 2025.
Drink criado por Michell Aguess na semifinal.
Foto: Divulgação
Durante o primeiro desafio, os concorrentes precisavam criar um drink que harmonizasse com o prato servido no dia: risoto de açafrão com jarret de cordeiro. Apenas três bartenders avançaram para a final: Luana Galdino, representando o Luci Bar em São Paulo; Michell Agues e Luis Fernando Chelmes, ambos do Bar Skull no Rio de Janeiro.
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No desafio final do World Class 2026 Brasil, os participantes deveriam apresentar cinco drinks em um máximo de cinco minutos. Aqueles que ultrapassassem o tempo limite perderiam pontos e a qualidade da preparação também seria considerada.
Michell conseguiu finalizar seus coquetéis – Sidecar, Gibson, El Diablo, Dutch Mule e Spiced Daiquiri – com uma margem de 52 segundos antes do término estipulado. Com duas décadas de experiência na profissão, ele já havia participado três vezes da competição anterior; uma vez foi eliminado na semifinal e em outras duas ocasiões terminou em segundo lugar. Essa vasta experiência proporcionou-lhe a calma e precisão necessárias durante a prova. “Fazem 20 anos que estou nessa área. Portanto, aqueles quatro minutos não são algo que comecei a preparar há um ano ou há quatro anos quando entrei nessa disputa; é algo que venho construindo ao longo do tempo”, afirmou Michell após receber seu troféu.
Além de liderar a escola de coquetelaria Bar Skull, o bartender planeja abrir um novo bar chamado Jovelina na Lapa, Rio de Janeiro ainda neste semestre. Além disso, ele se prepara para representar o Brasil na grande final do World Class 2026 marcada para setembro na Escócia.
