Kristen Stewart iniciou sua trajetória artística desde muito jovem. Com apenas 12 anos, fez sua estreia em um papel de destaque como a filha da personagem interpretada por Jodie Foster no filme O quarto do pânico (2002), dirigido por David Fincher. Sua vida tomou um novo rumo quando ela interpretou Bella Swan na famosa franquia Crepúsculo (2008-2012). Durante os cinco filmes da saga, Kristen começou a diversificar sua carreira, participando de produções como Na estrada (2012), sob a direção de Walter Salles, e Acima das nuvens (2014), dirigido por Olivier Assayas, tornando-se a segunda atriz americana a receber o prêmio César. Ela também colaborou com cineastas renomados, incluindo Ang Lee em A longa caminhada de Billy Lynn (2016), Woody Allen em Café society (2016) e Pablo Larraín em Spencer (2021), papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
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Além de atuar, Kristen também se aventurou na direção de curtas e videoclipes. O projeto A cronologia da água (2025) era um sonho antigo que ela finalmente adaptou, dirigiu e produziu. O filme foi apresentado no Festival de Cannes no ano passado, contando com a participação de Kim Gordon – ex-integrante do Sonic Youth – em um pequeno papel, e chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (02.04).
A narrativa é baseada nas memórias de Lidia Yuknavitch, interpretada por Imogen Poots, e retrata a trajetória de empoderamento de uma jovem que enfrenta abusos domésticos e encontra refúgio na natação. Em sua jornada, ela lida com perdas, relacionamentos amorosos, uso de drogas e sexualidade, até descobrir sua voz através da literatura.
Kristen e Imogen (ao fundo)
Foto: Divulgação
A intensidade é uma marca registrada de Kristen. Em entrevista à ELLE, ela compartilhou: “Sempre desejei dirigir. Queria ter minha própria forma de expressão.” Ao ler o livro que inspirou o longa-metragem, Kristen ficou tocada pela originalidade da narrativa e pela forma como a arte pode transformar experiências dolorosas em algo belo e alegre. Embora retratasse a história pessoal de uma mulher específica, seu desejo era criar um filme que falasse por todas as mulheres. “É sobre o momento em que você percebe que seu corpo não pertence totalmente a você, quando você menstrua pela primeira vez. Sobre como suas fraquezas podem se tornar suas forças e vice-versa. A experiência feminina é repleta de segredos; desvelá-los aqui foi catártico.”
