Revisite a memória de Brigitte Bardot: uma lenda eternizada.

Em maio de 1949, uma jovem de rabo de cavalo, vestida de verde, posou para a capa da ELLE francesa com a boca entreaberta, que deixava ver seus dentes ligeiramente separados. Era a estreia na capa de uma revista de Brigitte Bardot, a musa máxima do cinema francês, que morreu neste domingo (28.12) aos 91 anos de idade. 

No último dia 17 de outubro, a artista, nascida em Paris, havia sido submetida a uma cirurgia em Toulon, na França, após um mal súbito em sua residência em Saint-Tropez. Na ocasião, a equipe médica considerou seu quadro grave.

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BB faria diversas outras capas da ELLE França, como esta, em 1953.
Foto: Reprodução ELLE França

A capa na ELLE, aos 14 anos, marcou o início de uma das carreiras mais notáveis da indústria cinematográfica. Em filmes como E Deus criou a mulher (1956), de Roger Vadim, e O desprezo (1963), de Jean-Luc Godard, BB, como a estrela ficou conhecida, entrou para o imaginário de homens e mulheres do planeta inteiro, personificando o conceito de sex-symbol.

No primeiro, que traz a famosa cena de Bardot dançando em cima da mesa, ela foi dirigida pelo seu então marido. O longa foi criticado na França, mas foi um sucesso nos EUA, onde foi relançado. Foi quando surgiu a frase “Deus criou a mulher, e o diabo inventou BB”.

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Já no filme de Godard – em que ela não era a primeira escolha do diretor –, ela interpreta a mulher de um dramaturgo, interpretado por Michel Piccoli, durante a produção da adaptação cinematográfica de Odisseia, em meio a um casamento em crise.

Além de atriz, ela foi também modelo, cantora e, claro, ícone de estilo – a calça capri, por exemplo, deve boa parte de sua popularidade à adoção por BB nos anos 1960.

Brigitte Bardot na Itália, em 1961.
Foto: Getty Images

Foi nessa década também que Brigitte jogou os holofotes sobre uma pequena praia no Brasil: ela se apaixonou por Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, e cidadezinha litorânea se apaixonou por ela. A estrela batiza a Orla Bardot e foi imortalizada em uma estátua de bronze à beira-mar.

Em 1973, aos 38 anos, BB se cansou do cinema e dos paparazzi e se afastou do showbusiness. Envolveu-se em polêmicas por posições controversas, especialmente contra imigrantes na França. Mas o principal foco de seu ativismo, até a morte, foi a causa animal. “Eu dei minha juventude e minha beleza para os homens, dou minha sabedoria e experiência para os animais”, declarou, em 1987, a criadora da Fundação Brigitte Bardot.

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