Poucos cineastas têm a capacidade de transformar um projeto cinematográfico em um grande evento. Christopher Nolan é um exemplo notável. Após receber sete prêmios Oscar pela sua obra Oppenheimer (2023), o cineasta britânico prepara-se para um novo e audacioso desafio: a adaptação de A Odisseia.
Considerado uma das fundações da literatura ocidental, o poema épico atribuído a Homero foi escrito há quase três mil anos, mas aborda questões eternas como amor, guerra, identidade e poder.
Com estreia marcada para esta quinta-feira (16 de julho), o filme possui um orçamento estimado em 250 milhões de dólares e conta com um elenco estelar. Confira cinco informações essenciais antes de assistir ao longa:
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Por que revisitar Homero em 2026?
A narrativa acompanha a longa jornada de Odisseu (conhecido como Ulisses na tradição romana) enquanto ele tenta voltar à sua terra natal, Ítaca, após os eventos da Guerra de Tróia (século 13 a.C). O que deveria ser uma travessia breve se transforma em uma odisséia de dez anos repleta de desafios envolvendo deuses, criaturas míticas como sereias e ciclopes, além de dilemas morais e mortes.
Juntamente com a Ilíada — que narra a guerra e também é atribuída a Homero — o poema fundamentou estruturas narrativas que permanecem relevantes até os dias atuais, incluindo o herói falível, sua jornada transformadora, o retorno ao lar e o conflito entre destino e livre-arbítrio.
O Cavalo de Troia em cena da nova adaptação.
Universal Pictures/Divulgação
Quem é quem na trama
Matt Damon assume o papel de Odisseu, já tendo colaborado com Nolan em Interestelar (2014) e Oppenheimer. Ao seu lado está Anne Hathaway como Penélope, que deve proteger seu reino enquanto lida com a pressão de diversos pretendentes que acreditam que seu marido nunca voltará.
Tom Holland interpreta Telêmaco, filho do casal Odisseu e Penélope, que cresce sem a presença paterna e parte em sua própria busca por respostas sobre o paradeiro do pai. Charlize Theron dá vida a Calipso, que oferece a Odisseu uma vida eterna em sua ilha. Lupita Nyong’o é Helena de Tróia e também sua irmã gêmea Clitemenestra. Zendaya faz parte do núcleo mitológico como Atena, a deusa da sabedoria que guia Odisseu. O elenco ainda conta com Robert Pattinson, Benny Safdie, Mia Goth e Elliot Page, além da participação especial do músico Travis Scott.
Mia Goth como Melanto, criada de Penélope.
Universal Pictures/Divulgação
Um elenco brilhante
A Odisseia traz tanto colaboradores habituais do diretor quanto novos talentos. Anne Hathaway retorna pela terceira vez para trabalhar com Nolan no papel de Penélope. Ela comentou sobre essa experiência única dizendo que “trabalhar com Nolan pela terceira vez é algo extraordinário; já é raro ter essa oportunidade uma vez”. A atriz expressou sua empolgação em mostrar ao diretor as evoluções na sua carreira desde Interestelar span > i > .
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A respeito da interpretação de Penélope, Hathaway buscou representar uma faceta mais profunda da personagem. “Normalmente ela é vista como símbolo de paciência; porém eu queria explorar sua essência mais intensa — suas emoções ardentes e paixão por Odisseu durante os longos anos.” span >
Charlize Theron comentou sobre Calipso, ressaltando que a personagem reflete temas femininos contemporâneos. “Mesmo sendo uma divindade poderosa, Calipso busca conexão humana; é fascinante ver alguém com seus poderes ainda assim lutando para fazer uso deles.” span >
Lupita Nyong’o falou sobre seu papel como Helena de Tróia — uma figura cuja beleza desencadeou grandes conflitos na mitologia grega — expressando gratidão por ter sido escolhida para interpretá-la. “Este filme me proporcionou uma verdadeira educação em mitologia grega; sinto-me honrada por interpretar alguém tão icônico.” span >
Zendaya afirmou que este projeto representa uma chance valiosa para diversificar os tipos de papéis que ocupa ao longo da carreira. “Estou interessada em personagens complexos. Desejo expandir as possibilidades para mulheres negras na atuação.” span >
Robert Pattinson interpreta Antínoo, um dos pretendentes de Penélope. small >
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Efeitos práticos impressionantes
Este filme marca a estreia do uso integral das novas câmeras IMAX — tecnologia já testada por Nolan em Oppenheimer –, projetadas para proporcionar maior mobilidade sem comprometer a qualidade máxima do formato. Contudo, são poucas as salas ao redor do mundo equipadas para exibir essa tecnologia.
As filmagens ocorreram em diversas localidades (Estados Unidos, Grécia, Itália, Islândia, Marrocos e Reino Unido), destacando paisagens naturais deslumbrantes junto com cenários construídos fisicamente. Em vez do uso excessivo da computação gráfica, Nolan optou por efeitos práticos reais — navios em tamanho real foram utilizados juntamente com figurinos feitos à mão e maquiagem elaborada para dar vida às criaturas míticas e guerreiros da mitologia grega.
Christopher Nolan durante as gravações do longa-metragem. small >
Universal Pictures/Divulgação small >
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A trajetória cinematográfica
Desde seu primeiro trabalho com span > Following span > i >, lançado em1998 , Christopher Nolan construiu uma carreira notável caracterizada pela fusão entre ambição técnica e narrativas elaboradas . Entre seus sucessos estão filmes como span >< spanstyle=“ font – weight :
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