Lições do Feminismo Negro: Reflexões e Contribuições Essenciais

Em 1851, nos Estados Unidos, a cidade de Akron, localizada em Ohio, foi palco de uma convenção voltada para os direitos das mulheres. O evento reuniu ativistas que debateram a inclusão das mulheres no sistema político, abordando temas como o direito ao voto e a ocupação de cargos públicos. Este encontro se destacou como um marco na luta por igualdade e pelos direitos civis, uma vez que buscava romper as barreiras legais que limitavam a participação feminina na democracia. Durante o evento, uma mulher negra se destacou e pediu a palavra. Seu nome era Sojourner Truth.

Sojourner Truth nasceu escravizada no final do século XVIII em Nova York e passou boa parte de sua vida trabalhando em plantações e servindo famílias brancas. Ela era reconhecida por sua presença forte e suas habilidades como oradora. Ao subir ao púlpito durante a convenção, começou a compartilhar sua experiência de vida. Relatou que havia trabalhado tão arduamente quanto qualquer homem, que suportou castigos físicos e que presenciou seus filhos sendo separados dela e vendidos. Diante de um público composto por homens e mulheres brancos, ela fez uma pergunta impactante: E eu, não sou uma mulher?”.

O silêncio que permeou aquele espaço após sua fala revela muito sobre a importância do momento histórico.

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