Nas ruas, lutando contra o feminicídio

Recentemente, diversos casos chocantes de violência contra a mulher ganharam destaque nos noticiários. Taynara foi atropelada e arrastada por mais de 1 km pelo carro do ex-namorado, resultando na perda das duas pernas. Evelin levou cinco tiros do ex-companheiro enquanto estava no trabalho. Laís sofreu múltiplas lesões corporais após recusar sexo com o namorado, conhecido como “Calvo do Campari”, um influenciador que se apresenta como “coach de masculinidade”. Allane e Layse foram assassinadas por um colega de trabalho, enquanto Mayra foi esfaqueada e morta pelo ex-marido após meses de ameaças.

Esses são apenas alguns dos casos que refletem a realidade dos números alarmantes de feminicídio no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, foram registrados 53 casos de feminicídio entre janeiro e outubro de 2025, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. Segundo dados do Ministério das Mulheres, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia em 2024 no Brasil, mostrando um cenário de subnotificação que sugere que o número real seja ainda maior.

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Em resposta a essa escalada de violência, o movimento Levante Mulheres Vivas convoca manifestações em diversas capitais do país neste domingo (07.12). Rachel Ripani e Livia La Gatto, atrizes e ativistas, lideram o movimento e buscam chamar a atenção para a urgência de combater o feminicídio no Brasil.

Como surgiu o Levante Mulheres Vivas e qual é o objetivo da manifestação deste domingo?
O movimento teve início a partir de um vídeo sobre manifestações na África do Sul contra o feminicídio, que viralizou nas redes sociais. Rachel e Livia decidiram então organizar as manifestações no Brasil, com o objetivo principal de combater o feminicídio e exigir a sua classificação como emergência nacional.

O Levante possui demandas específicas a serem apresentadas às autoridades?
O foco central do movimento é a proteção da vida das mulheres, buscando também a regulação das redes e a criminalização da misoginia, além de cobrar a aplicação efetiva das leis e políticas existentes para prevenir o feminicídio.

O discurso conservador e misógino nas redes sociais tem impactado a segurança das mulheres. Qual sua opinião sobre isso?
O aumento do discurso de ódio nas redes sociais contribui para a normalização da violência contra a mulher, tornando mais difícil identificar os sinais de perigo e proteger as vítimas. A disseminação de mentiras sobre o feminismo e as mulheres feministas alimenta um ambiente hostil que favorece o crescimento dos casos de feminicídio.

Como as pessoas podem apoiar o movimento de forma concreta?
Além de participar das manifestações, é importante seguir e divulgar o perfil do Levante Mulheres Vivas nas redes sociais e engajar-se no debate sobre a violência contra a mulher. É fundamental que essas questões sejam discutidas abertamente, independentemente do espectro político, para conscientizar a sociedade sobre a gravidade do feminicídio.

Se você ou alguém que você conhece está vivendo violência doméstica ou de gênero, denuncie pelo 180. Em caso de emergência, ligue 190.

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