Fandoms brasileiros: a influência que vai do entretenimento à esfera política

No dia 31 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, teve um compromisso inusitado no Palácio do Planalto. Em vez de se reunir com ministros ou líderes políticos, ele recebeu fãs de artistas renomados como Beyoncé, BTS, Lady Gaga, BLACKPINK, Olivia Rodrigo, Stray Kids e Taylor Swift. Este encontro resultou na assinatura de um decreto que visa proteger os consumidores em eventos musicais, estabelecendo medidas contra o cambismo digital e assegurando acesso gratuito à água durante grandes shows.

Dentre os representantes dos fãs presentes estava Mariana Faciroli, uma das idealizadoras da Army Help the Planet (AHTP), uma organização voltada para iniciativas socioambientais e políticas inspiradas pelo BTS. “É raro que uma cidadã tenha a chance de conhecer o presidente e outras autoridades enquanto pode expressar sua opinião em um evento dessa magnitude”, comentou à ELLE. Mariana, que possui mestrado em Direito pela USP e é codiretora do coletivo fundado em 2019 — quando o fandom brasileiro do grupo sul-coreano arrecadou recursos para combater as queimadas na Amazônia — destacou que a repercussão internacional ajudou a expandir o projeto. Atualmente, a AHTP conta com 39 voluntárias, com idades variando entre 20 e 58 anos, e colabora com diversas instituições como Greenpeace, UNICEF, Instituto Mamirauá, Instituto Homem Pantaneiro, Fiocruz e Casa1.

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