Em Doente de fama, que conta com mais de 300 páginas, Lena Dunham explora os impactos da fama em sua saúde mental e física. Este segundo livro de memórias, que alcançou a lista dos mais vendidos do The New York Times, revisita sua trajetória sob os holofotes em três atos. Com apenas 23 anos, Lena já era responsável por escrever, dirigir, produzir e atuar na série da HBO.
Entretanto, o sucesso trouxe consequências adversas para seu corpo. A autora descreve a sensação de ter que “rebocar” seu corpo pela cidade como se fosse um veículo danificado. No decorrer do livro, ela compartilha sua luta contra vícios e doenças, enfrentando o olhar crítico do público sobre sua aparência e a exaustão causada pela produção da série.
No episódio piloto de Girls, durante uma conversa com seus pais, Hannah Horvath – personagem interpretada por Lena – declara que é a voz de uma geração ou pelo menos uma das vozes dessa geração. Essa cena se tornou uma das mais polêmicas e viralizou entre os fãs da série. Em Doente de fama, Lena reafirma sua habilidade de abordar temas delicados com leveza e autenticidade.
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Nove anos após o lançamento de Não sou uma dessas, seu primeiro livro, Doente de fama foi lançado no Brasil nesta segunda-feira (24.08). Abaixo estão sete revelações impactantes extraídas da obra:
Lena Dunham e Greta Gerwig eram próximas no início da carreira
A cena final do filme Frances Ha (2012), estrelado e coescrito por Greta Gerwig, foi filmada no apartamento de Lena em Brooklyn Heights, Nova York. Um dos trechos mais cativantes do livro é aquele em que Lena relembra seus primeiros passos na carreira antes de Girls, incluindo seu aclamado longa-metragem Tiny furniture (2010) e seus momentos ao lado de Greta enquanto escreviam roteiros juntas. Anos depois, Greta se tornaria diretora de filmes como Lady Bird (2017) e Barbie (2023).
A criação de uma série de sucesso aos vinte e poucos anos teve um custo elevado para Lena
Uma parte significativa de Doente de fama reflete sobre as consequências físicas e emocionais que Lena enfrentou ao criar, dirigir e atuar em Girls com apenas 23 anos. O escrutínio constante sobre sua aparência, o ódio nas redes sociais, as longas jornadas de trabalho e a necessidade de ignorar suas dores relacionadas à saúde foram temas centrais abordados no livro.
Saúde negligenciada ao longo da carreira
No relato, Lena detalha sua luta contra endometriose, síndrome de Ehlers-Danlos, crises de pânico e seu vício em opióides e benzodiazepínicos resultante do tratamento para dor crônica. Em um momento crítico, os produtores ignoraram o diagnóstico dado por seu ginecologista e a encaminharam para outro profissional médico; essa decisão fez com que um dos cistos rompesse devido à falta do tratamento adequado na hora certa. É angustiante acompanhar como ela foi desvalorizada durante esses episódios.
A linha entre Lena e Hannah é tênue
Ler o livro torna difícil distinguir entre a criadora e sua personagem em Girls: muitas das experiências pessoais de Lena se entrelaçam com cenas da série. Por exemplo, quando Hannah perfura o tímpano durante uma crise relacionada ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), isso realmente ocorreu na vida real.
Lena Dunham no Met Gala em 2018
Foto: Karwai Tang/Karwai Tang/Getty Images)
Lena deixou a reabilitação para comparecer ao MET Gala em 2018
A escritora estava internada em uma clínica para tratar sua dependência química quando recebeu um convite para o MET Gala daquele ano. Após extensas discussões com terapeutas sobre os riscos envolvidos em sair da clínica temporariamente, ela obteve permissão para comparecer ao evento sob condições específicas. No entanto, teve que retornar à clínica exatamente à meia-noite para ser submetida a uma revista que assegurasse que não havia levado drogas consigo.
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Lena Dunham e Adam Driver na série Girls
Foto: Reprodução
A relação entre Lena Dunham e Adam Driver tem nuances complexas (e violentas)
Um dos momentos mais intensos em Doente de fama ocorre quando Lena narra um incidente em que Adam Driver atirou uma cadeira contra ela durante uma explosão emocional no set. A semelhança entre o personagem dele na série e a personalidade real do ator é alarmante.
A separação com Jenni Konner foi mais dolorosa do que a com Jack Antonoff
Muito se comentou sobre o término do relacionamento entre Lena e Jack Antonoff em 2017. O livro oferece detalhes intrigantes sobre essa fase da vida dela, mas é a separação com Jenni Konner – co-showrunner e roteirista de Girls – que se revela ainda mais impactante emocionalmente. Ela relata que tentou salvar a amizade propondo terapia conjunta; infelizmente, isso não deu certo e elas acabaram perdendo contato definitivamente.
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