Anne Carson recebeu a notícia de que havia conquistado o Nobel de Literatura de 2026 enquanto estava em sua cozinha, em Reykjavík, na Islândia, na manhã desta quinta-feira (8 de outubro). A escritora canadense, com 76 anos, foi laureada “por sua obra audaciosa e inovadora que estabelece um diálogo lúdico com a tradição clássica, criando novas expressões para a literatura contemporânea”. Ao saber da premiação, ela comentou que os membros da Academia Sueca estavam “malucos” por tê-la escolhido.
A produção literária de Carson abrange poesia, prosa e ensaios, explorando temas e mitos da antiga Grécia. Além de escritora, ela atua como professora de Estudos Clássicos e é reconhecida por suas palestras sobre literatura grega antiga e suas traduções. Em suas palavras, “o trabalho mental envolvido na tradução é algo que eu simplesmente adoro. É como resolver um interminável quebra-cabeça de palavras, mas com resultados significativos”, afirmou.
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Ver essa foto no Instagram…Dentre seus trabalhos mais notáveis está Autobiografia do vermelho (1998), publicado no Brasil em 2021 pela Editora 34, onde atualiza o mito grego de Gerião. Além disso, Float (2016) é composta por uma coleção de vinte e dois pequenos livros abordando diversos temas que podem ser lidos em qualquer ordem. No Brasil, também foram lançados Eros, o doce-amargo (Bazar do Tempo), Vidro, ironia e deus (Relicário) e Antigonick (Bazar do Tempo).
Até hoje, apenas dezenove mulheres receberam o Nobel de Literatura entre um total de cento e vinte e três laureados desde a sua criação em mil novecentos e um (em algumas ocasiões o prêmio foi compartilhado entre mais de um autor). Nos anos dois mil foram dez mulheres premiadas – incluindo a sul-coreana Han Kang em dois mil e vinte e quatro e a francesa Annie Ernaux em dois mil e vinte e dois – período em que as discussões sobre equidade se intensificaram – enquanto no século passado foram apenas nove autoras agraciadas com a honraria – entre elas a estadunidense Toni Morrison em mil novecentos e noventa e três.LEIA MAIS Deborah Colker: “Foi bom olhar para dentro”
